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Tuesday, February 21, 2012

Jogo de palavras (1)

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda pra direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase. Esse é o caso do conhecido:


SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto - confesse, vocên não resistiu e leu a frase ao contrário -, tomei a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da língua portuguesa...


ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA


A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS


ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

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Som do post: "Breakadawn", Gummy Soul.

Saturday, April 30, 2011

V.A.S.O.

Você já ouviu falar na V.A.S.O.?!


Não tem nada a ver com o utensílio doméstico usado pra colocar flores, plantas, esconder chaves ou dinheiro, etc. Trata-se da Visão Aguçada Sensitiva Orbital, a capacidade de enxergar a mesma coisa de duas maneiras diferenetes. Não tem nada a ver com aquele papo motivacional de "o copo pode estar meio cheio ou meio vazio", e sim de formas distintas de se enxergar algo.


Recebi um arquivo bem legal que trata a respeito disso, o qual divido aqui. Sim, trata-se de mais um round na convivência "homens X mulheres" - e, posso dizer por experiência própria, é MUITO preciso!


Clique na imagem abaixo, salve-a e dê um zoom, e divirta-se!



Saturday, January 1, 2011

Arte alimentar

Não tenho a menor ideia de quem fez essas verdadeiras obras de arte feitas em alimentos, mas uma certeza dá pra se ter: frutas, legumes, cereais e pães jamais foram tão divertidos...











Provavelmente, quem criou isso deve ter brincado um bocado com a comida enquanto era criança - e não sofreu repressão dos pais...















Definitivamente, isso é obra de ARTISTA!
















































Friday, August 21, 2009

O filme do ano...

… ainda nem foi lançado em circuito comercial lá fora, mas já abalou nos festivais de Sundance, Edimburgh e Tribeca. Não é do tipo que vá mudar a vida de alguém, muito pelo contrário, tratando-se de uma obra direcionada puramente à diversão de quem assiste. É mais uma releitura dos anos 70, dessa vez de um gênero que havia sido esquecido inexplicavelmente nos últimos tempos: o blaxploitation.

Black Dynamite é a película do tipo “nem preciso ver pra gostar”. Retrata com fidelidade a atmosfera dos guetos negros, numa cuidadosa reconstituição de época: tanto os figurinos quanto os cenários são perfeitos, dá pra se sentir no Bronx ou no Harlem de 35 anos atrás. Isso sem falar nas gírias, na “ginga e malemolência” dos tempos em que a soul music imperava nas rádios. A trilha sonora foi compilada pela Wax Poetics, a melhor revista musical da atualidade, que traz bimestralmente os lançamentos, as histórias e as modas do universo da black music de todos os tempos.



Mas o melhor de tudo é o roteiro, igual ao de dezenas de outros filmes do gênero e que pode ser descrito em poucas frases. Reproduzindo o material de divulgação do filme: “quando o bandido The Man assassina seu irmão, injeta heroína nos orfanatos locais e inunda o gueto com bebida adulterada, Black Dynamite é o único herói desejando lutar desde as ruas banhadas de sangue da cidade até os corredores sagrados da Honky House”. Por aí já dá pra ver o que espera na telona: armas que disparam tiros sem parar; bandidos malvados até a medula, perseguindo vítimas inocentes até a alma; mulheres de todos os tipos e cores; perseguições de carros, saltos, vidros quebrados, explosões e afins; e porrada, mas muita porrada mesmo. O trailer dá uma ideia do que se trata, e o filme já está sendo muito bem considerado pela crítica especializada; um deles chegou a dizer que "Black Dynamite está para os filmes de blaxploitation como Austin Powers está pros filmes de ação dos anos 60 - uma bela e divertida releitura".




É claro que Black Dynamite é “o cara” – respeitado, bom de briga, mulherengo, malandrão. O ator Michael Jai White interpreta o protagonista, e o cara entende do riscado; afinal, ele é detentor de nada menos que 7 faixas-pretas em algumas artes marciais, a saber: shotokan, tae kwon do, kobudo, goju ryu, tang soo do, wushu e kyokushin. O cara foi protagonista da versão pro cinema de “Spawn”, e interpretou o chefão do crime Gobul no “The Dark Knight”. Ou seja, esculpido pro papel do justiceiro maldosão, com o tal “physique du role” pra interpretar o herói.



Uma das diversões adolescentes dos anos 70 eram os chamados “cinemas-poeira”, geralmente salas antigas que exibiam sessões duplas de filmes trash de todos os estilos, especialmente westerns-spaghetti, eróticos, policiais e de kung fu. Essas salas de exibição não tinham conforto algum, muito pelo contrário; as cadeiras eram de madeira, os projetores invariavelmente falhavam nas trocas de rolos, o som era abafado, as bombonières vendiam drops Dulcora e amendoim japonês (isso quando tinha uma, claro), “ar condicionado” era uma hipótese improvável e o quesito limpeza passava longe das pulgas que invariavelmente infestavam os locais. Eu particularmente era assíduo do antigo Polytheama, no Largo do Machado, onde vi todos os filmes de Bruce Lee – na época, o maior mito dos filmes de luta não era “cult” como hoje em dia.

Se você está achando que tudo isso faz o gênero “é tão ruim que acaba sendo bom”, melhor rever os seus conceitos. Ele segue à risca uma determinada estética tosca que, goste-se ou não, acabou virando hype após o reconhecimento do talento de diretores como Quentin Tarantino e o inglês Guy Pierce. De fato, QT resgatou o blaxploitation em seu filme “Jackie Brown”, onde resgata uma das musas do blaxploitation (Pam Grier) junto a pesos pesados como Robert de Niro e Samuel L. Jackson num filme à altura do estilo.


A única coisa ruim sobre o Black Dynamite é que são muito poucas as chances do filme passar por aqui, mesmo tendo sido exibido em festivais de cinema consagrados. Alguns contatos já foram feitos com o grupo Estação, do Rio, que não mostrou interesse algum em exibir a obra, e periga dos cariocas terem de pegar uma ponte aérea pra assistir ao filme em SP ou então esperar que alguém ripe o filme e baixá-lo na rede. Se fosse um desses filmes de arte contando a saga de um pastor de ovelhas do Uzbequistão, por exemplo, os caras iriam querer exibir correndo pra uma meia-dúzia de aficcionados nesse tipo de "filmes de arte" - como se todo filme, por pior que seja, também não fosse uma obra de arte... Vai entender!


Tenho certeza absoluta de que, se fosse exibido em poucas sessões por umas duas semanas, seria um sucesso de público; afinal, quantos quarentões que foram adolescentes naquela época, e que frequentavam os “poeiras”, não gostariam de assistir ao filme?! Ainda mais numa sala com tudo em cima – refrigerada, com boa qualidade de imagem e som, tendo pipoca e tudo o que se tem direito. Garanto que eu e vários amigos estaríamos presentes, e que ninguém iria sentir falta das pulgas...

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Som do post: "Don't joke with a hungry man", Spanky Wilson & The Quantic Soul Orchestra.

Wednesday, November 12, 2008

Ilusão de ótica


Olhe bem a imagem abaixo: você verá duas imagens distorcidas, uma delas com a expressão irada e a outra, mais normal.


Agora olhe fixamente pro risco que divide as duas imagens, e mantenha o seu foco de visão por alguns segundos. Não se espante se as imagens trocarem de lugar.

A explicação é simples – os seus dois lados do cérebro estão interagindo. Sabe-se que todos nós temos um lado da massa cinzenta mais desenvolvido do que o outro, que geralmente é o lado inverso do qual você usa pra escrever. O outro lado é mais “exercitado”, por assim dizer, quando mudamos de mão pra fazer determinada atividade, por exemplo. E em princípio, toda ilusão de ótica provoca essa interação.

Ah, você queria uma explicação mais esclarecedora, detalhada e científica?! Vai pro Google, vai...