Wednesday, February 29, 2012

A palavra mais rica


A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA.

Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa.

Vejam os exemplos a seguir:

1) Como indicação geográfica 1: "Onde fica essa MERDA?"

2) Como indicaçã o geográfica 2: "Vá a MERDA!"

3) Como indicação geográfica 3: "17:00h - vou embora dessa MERDA."

4) Como substantivo qualificativo: "Você é um MERDA!"

5) Como auxiliar quantitativo: "Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!"

6) Como indicador de especialização profissional: "Ele só faz MERDA."

7) Como indicativo de MBA: "Ele faz muita MERDA."

8) Como sinônimo de covarde: "Seu MERDA!"

9) Como questionamento dirigido: "Fez MERDA, né?"

10) Como indicador visual: "Não se enxerga MERDA nenhuma!"

11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:
"Por que você não vai a MERDA?"

12) Como especulação de conhecimento e surpresa: "Que MERDA é essa?"

13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo: "Ele está na MERDA..."

14) Como indicador de ressentimento: "Não ganhei MERDA nenhuma de presente!"

15) Como indicador de admiração: "Puta MERDA!"

16) Como indicador de rejeição: "Puta MERDA!"

17) Como indicador de espécie: "O que esse MERDA pensa que é?"


18) Como indicador de continuidade: "Tô na mesma MERDA de sempre."

19) Como indicador de desordem: "Tá tudo uma MERDA!"

20) Como constatação científica dos resultados da alquimia: "Tudo o que ele toca vira MERDA!"

21) Como resultado aplicativo: "Deu MERDA."

22) Como indicador de performance esportiva: "O seu time não está jogando MERDA nenhuma!"

23) Como constatação negativa: "Que MERDA!"

24) Como classificação literária: "Êta textinho de MERDA!"

25) Como qualificação de governo: "O governo só faz MERDA!"

26) Como situação de 'orgulho/metidez': "Ela se acha e não tem 'MERDA NENHUMA!"

27) Como indicativo de ocupação: "Para você ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo MERDA nenhuma!!!"



Tuesday, February 21, 2012

Jogo de palavras (1)

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda pra direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase. Esse é o caso do conhecido:


SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto - confesse, vocên não resistiu e leu a frase ao contrário -, tomei a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da língua portuguesa...


ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA


A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS


ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

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Som do post: "Breakadawn", Gummy Soul.

Thursday, February 9, 2012

O amor à distância


“Como é se relacionar a sério com alguém à distância?!”
Por conta do meu trabalho, e do estilo de vida incomum que eu levo, de vez em quando eu tenho de responder a essa pergunta. Eu só posso fazê-lo sob a perspectiva de quem está sempre “do lado de lá”, já que sou eu quem viaja pra longe de casa todos os meses. Bom seria se perguntassem a quem fica em terra, e tenho certeza absoluta de que as perspectivas seriam bem diferentes embora a aflição maior seja idêntica: a saudade.

Em princípio, acho que a dificuldade é a mesma tanto pra quem vai quanto pra quem fica, mas não a dimensão a qual o casal é afetado.

Os que viajam por necessidade profissional (como eu) levam uma carga de sentimentos extra na bagagem, muitas memórias e lembranças de inúmeros momentos mágicos passados a dois. É esse backup sentimental que tanto dá ânimo nos momentos bons quanto traz alento e conforto durante os perrengues, como se fosse uma reserva de energia que o coração e a alma armazenam pra ser utilizada apropriadamente. Isso tem que ser feito com moderação, de maneira a não enveredar pelo perigoso caminho da nostalgia – que é um veneno perigosíssimo e pode atrapalhar e muito o desempenho profissional.

E quem fica?! Bem, a carga sentimental também é composta de memórias e lembranças, que podem não ser as mesmas, mas que também são significativas o suficiente pra terem ficado marcadas na mente. Ainda tem um agravante na saudade: o local onde essas saudades são geradas. São objetos e locais que evocam gostos e cheiros e diversas ouras sensações, tornando a ausência mais perceptível uma vez que a perspectiva do mundo acaba mudando com a ausência do par tão querido. A saudade chega a ser quase tangível e tão densa que quase dá pra ser pega com as mãos.

Curioso essa história de sentir saudades: quando se está junto, acaba-se matando as velhas e criando outras novas pra serem curtidas mais adiante...

Relacionar-se à distância não é nada fácil e nem um pouco simples, mas é perfeitamente possível e viável desde que haja concordância em alguns princípios. Lealdade e fidelidade são mais essenciais do que nos relacionamentos mais corriqueiros, uma vez que a confiança precisa ser plena e inegociável pra coisa toda dar certo. Você pode dizer, “mas tem que ser assim em qualquer relacionamento a sério que seja” e eu até concordo, só que preciso fazer uma ressalva: as doses de ambos num relacionamento à distância precisam ser cavalares.

É preciso que haja uma alta sintonia entre o casal pra que funcione. Já me relacionei com pessoas muito diferentes de mim nesse meu estilo de vida – e acredite, o stress definitivamente não vale a pena. É bem melhor ter ao lado uma pessoa que gosta mais ou menos das mesmas coisas, que concorde com seus objetivos de vida e que esteja junto contigo pro que der e vier, sempre.

Acima de tudo, há o amor. Nesse tipo de relacionamento, vejo o quanto é adequada a analogia que compara o sentimento amoroso ao fogo. A distância faz ao amor o mesmo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno e aumenta o grande. A cada período fora de casa, penso nas mínimas coisas que me agradam nela, no que mais sinto falta e no que vamos fazer quando eu voltar. E isso funciona como se eu colocasse uma carga extra de paixão na fornalha do amor, atiçando e fazendo-o crescer e se multiplicar.

A distância tem lá a sua força, mas nada se compara ao poder soberano e infinito do amor.

Wednesday, February 1, 2012

Como falar muito sem dizer nada

O bom uso da linguagem é uma ferramenta muito poderosa.

Se você duvida, dá uma olhada na imagem abaixo. Nela, você terá nada menos que 10.000 (isso mesmo, dez mil!) combinações de frases de efeito... que não querem dizer absolutamente nada! Você também pode ser mestre na linguagem!

Duvida?! Faça o teste, e fique sem rir se for capaz!





Monday, January 16, 2012

Consciência ecológica?!



Todos os que tem mais de 40 anos deveriam ler isso, que copiei de um amigo. O autor é desconhecido - e genial.

Ao pagar as compras no supermercado, a caixa sugeriu que eu levasse minhas próprias sacolas já que as sacolas plásticas que eles distribuem são nocivas pro meio ambiente. Eu disse que não tinha trazido, e expliquei que nós não tínhamos essa consciência ecológica naqueles tempos. Ela respondeu: "esse é o maior problema de hoje em dia: a sua geração não se importou em preservar o meio ambiente pras gerações futuras".

Bem, ela tinha razão num ponto: a minha geração não tinha mesmo consciência ecológica. Então o que a gente fazia naqueles tempos? Depois de um pouco de reflexão, e puxando pela memória, eu lembrei o que nós tínhamos naquela época.

Antigamente, comprava-se leite em garrafas de vidro, que eram devolvidas pra serem esterilizadas e usadas novamente. Além disso, só se comprava refrigerantes e cervejas também em garrafas de vidro, que eram retornáveis da mesma maneira. Mas a gente não tinha consciência ecológica naqueles tempos.

Subia-se as escadas a pé, porque não havia uma escada rolante em todas as lojas e edifícios comerciais. A gente andava até o mercado, e não pegava um carro com motor de 300 cavalos só pra se deslocar por 3 ou 4 quarteirões. Mas ela tinha razão, a gente não tinha consciência ecológica naquela época.

No meu tempo, as mães lavavam as fraldas dos seus bebês porque não existiam as descartáveis. As roupas costumavam ser secas em varais, e não numa máquina que consome muita energia - o vento e o sol realmente secavam nossas roupas! As crianças herdavam as roupas de seus irmãos mais velhos, ao invés de estarem sempre precisando de comprar roupas novas. Mas a mocinha tem toda razão, a gente não tinha noção do que era ter uma consciência ecológica.

Naquela época, tinha-se somente um aparelho de tevê e um rádio pra casa toda, e não uma tevê em cada ambiente. E as tevês tinham telas de tamanho um pouco maior do que um lenço aberto (lembra?), e não uma tela com o tamanho de uma parede. Na cozinha, era obrigatório misturar e picotar tudo com as próprias mãos, até porque não tinham máquinas pra fazer isso por nós.
Quando a gente tinha de enviar qualquer pacote com um ítem frágil pelo correio, costumava proteger o que quer que fosse com jornal velho, ao invés de botar numa embalagem de isopor ou enrolar com plástico-bolha. Não tínhamos de usar um motor à base de gasolina pra cortar a grama do quintal de casa, usava-se um cortador de grama manual que funcionava com a força humana. Fazia-se exercícios simplesmente ao se fazer as tarefas domésticas, então não se precisava ir a uma academia pra correr em esteiras que funcionam com eletricidade.
Mas ela está certíssima, não se tinha a menor consciência ecológica.

A gente tomava água de bebedouro quando sentia sede, ao invés de usar um copo ou uma garrafa de plástico todas as vezes que queria se refrescar. Costumava-se comprar novas cargas de tinta pras canetas ao invés de comprarmos novas a todo instante, e a gente trocava de lâmina de barbeador ao invés de jogar tudo fora quando a lâmina ficasse sem fio. Mas a gente não tinha consciência ecológica nenhuma, isso é verdade.

As pessoas pegavam ônibus ou trens pra irem ao trabalho e as crianças iam andando pra escola, ao invés de transformarem seus pais em motoristas particulares em tempo integral. Nas casas, tinha-se somente uma tomada por ambiente, e não uma fileira delas pra serem usadas por um monte de aparelhos diferentes. E a gente não tinha de usar um dispositivo eletrônico pra receber um sinal enviado por um satélite a 3.000 kms no espaço só pra achar a pizzaria mais próxima - usava-se a lista telefônica. Mas consciência ecológica mesmo, não se tinha nem ideia do que era.

Não é triste ver os jovens de hoje em dia reclamarem de como a minha geração desperdiçava os recursos do planeta só porque não se tinha consciência ecológica naquela época? Sei que você concorda comigo, então mostre esse texto pra uma outra pessoa egoísta de mais de 40 anos, pra ver se aprende finalmente uma lição de como conservar o planeta com a nova geração de espertinhos.

Wednesday, January 11, 2012

Motoqueiro fantasma



David Morales Colón, um porto-riquenho de 22 anos, foi assassinado em um acerto de contas na cidade de San Juan, no dia 22 de abril, a tiros, e virou notícia nos Estados Unidos.




O mais interessante nesta notícia é o fato de que não foi o assassinato que chamou a atenção da mídia, e sim o seu velório.

Centenas de pessoas foram ver de perto.

Ao invés do tradicional caixão, a família de David optou por algo menos ortodoxo! Contratou uma agência funerária e pediu para que o colocasse em cima de sua moto Repsol-liveried Honda CBR600 F4 como se estivesse andando nela, e a agência funerária fez um trabalho de primeira.




É isso mesmo: o cara da moto está MORTO!

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SOM DO POST: Julien Dyne, "Layer".

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Agradecimentos: Beto Cão.

Saturday, January 7, 2012

"Podrecast" JimeneZine # 1

Foi só instalar o Virtual DJ no meu notebook, e pronto: recordei os meus dias de DJ!

É claro que não tenho a menor pretensão de me profissionalizar de novo nem nada do tipo, é só uma maneira de gravar seleções musicais dos sons que eu curto.

Afaste os móveis da sala, aumente o som e curta alguns dos grooves que embalaram os bailes de black music nos anos 70 - época na qual o tiozinho aqui tinha muito mais cabelo, zero barriga e articulações que não doíam...

Em homenagem às inesquecíveis matinês do Clube Guanabara e no Mourisco (ambos no Rio).

Enjoy...


Se der problema, vai nesse link aqui.