Wednesday, January 11, 2012

Motoqueiro fantasma



David Morales Colón, um porto-riquenho de 22 anos, foi assassinado em um acerto de contas na cidade de San Juan, no dia 22 de abril, a tiros, e virou notícia nos Estados Unidos.




O mais interessante nesta notícia é o fato de que não foi o assassinato que chamou a atenção da mídia, e sim o seu velório.

Centenas de pessoas foram ver de perto.

Ao invés do tradicional caixão, a família de David optou por algo menos ortodoxo! Contratou uma agência funerária e pediu para que o colocasse em cima de sua moto Repsol-liveried Honda CBR600 F4 como se estivesse andando nela, e a agência funerária fez um trabalho de primeira.




É isso mesmo: o cara da moto está MORTO!

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SOM DO POST: Julien Dyne, "Layer".

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Agradecimentos: Beto Cão.

Saturday, January 7, 2012

"Podrecast" JimeneZine # 1

Foi só instalar o Virtual DJ no meu notebook, e pronto: recordei os meus dias de DJ!

É claro que não tenho a menor pretensão de me profissionalizar de novo nem nada do tipo, é só uma maneira de gravar seleções musicais dos sons que eu curto.

Afaste os móveis da sala, aumente o som e curta alguns dos grooves que embalaram os bailes de black music nos anos 70 - época na qual o tiozinho aqui tinha muito mais cabelo, zero barriga e articulações que não doíam...

Em homenagem às inesquecíveis matinês do Clube Guanabara e no Mourisco (ambos no Rio).

Enjoy...


Se der problema, vai nesse link aqui.

Friday, January 6, 2012

O gás do amor


O bom e velho pum. Ele estabelece o "antes" e o "depois" da verdadeira intimidade.

Ninguém chega soltando pum na frente da garota que acabou de conhecer. Nem pensar! O cara se segura a noite inteira. Não sai nem pela orelha. Mas depois de deixá-la em casa... Solta verdadeiros mísseis dentro do carro. Um atrás do outro.

Após algum tempo de namoro, porém, soltar pum é uma coisa normal. Inclusive barulhento. E mesmo um fedido (sem exageros, sem exageros...). Alguns namorados chegam a preparar emboscadas, fazendo com que a mocinha ouça e sinta o traque por completo.

Mas como se chega a esse ponto aparentemente lamentável?

Não se sabe. Foi aquele primeiro que escapou? Foi depois de não agüentar mais segurar? Foi naquela viagem em que o banheiro era muito próximo do quarto? Cada caso é um caso. Mas, com o tempo, inevitavelmente, o pum passa a fazer parte da rotina.

E é exatamente nesse momento que o casal goza da mais pura intimidade. Antes disso, é tudo encenação. Antes do pum, a relação ainda é um teatrinho. Depois do pum liberado, todos passam a se ver como meros humanos, e as coisas ganham um sentido mais elevado.

Mas não pensem que o segredo é chegar mandando brasa. Nada disso. Não adianta precipitar. A "aceitação gasosa" é algo que ocorre naturalmente e serve apenas pra medir o grau de intimidade, não é a única causa determinante.

Isso porque o pum não vem sozinho. Ele é apenas a última barreira. Quando deixa de ser um tabu, é porque todo o resto já foi conquistado. Faltava somente isso. É a última base.

Quando se chega ao ponto em que soltar bons puns, além de ser algo simplesmente 'permitido', é também motivo de orgulho, é porque a intimidade chegou à sua plenitude. Já se pode falar abertamente em caganeira, já se fala em chulé, bafo etc, toda a escatologia básica já faz parte do convívio.

Finalmente, ambos se vêem como humanos.

Por isso, leitoras, quando seu namorado soltar aquela bomba, não o recrimine. Segure as pontas, abra as janelas, coloque a gola da camiseta sobre o nariz, mas entenda que aquele pum significa muito mais do que gases intestinais. É a prova de que a intimidade é plena.

Claro que tudo nessa vida tem limite. Não é preciso soltar aquela mistura gasosa de ovo podre com defunto ralado, com o agravante do barulhinho pra lá de constrangedor...

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Importante: embora o pum (dentro dos limites humanamente aceitáveis de fedor) seja totalmente normal dentro de um relacionamento, não há grau de intimidade que tolere uma de suas mais tétricas variações: o "peido caldinho" (aquele que não é feito somente de gás). Caso solte um desses, corra para o banheiro e JAMAIS confesse a façanha!

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SOM DO POST: você sabe qual o som do gás do amor...

Wednesday, January 4, 2012

10 coisas



Existem listas dos mais variados tipos e pros mais diversos objetivos, e se muitas delas são completamete inúteis, há ainda outra cuja utilidade chega a saltar aos olhos. A lista abaixo é do último tipo, foi enviada por uma amiga e contém dicas valiosas pro bem viver - ou, pelo menos, indica alguns detalhes muito importantes no nosso cotidiano que acabam passando sem serem percebidos. Repare como todos os tópicos foram escritos baseando-se apenas em dois únicos critérios: conhecimento da natureza humana e observação sagaz e precisa.


Vamos lá?!




1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha e demonstra o verdadeiro caráter dessa pessoa).


2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. (Está cheio de gente querendo te converter!).


3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das vezes quem está te olhando também não sabe! Tá valendo! No mínimo, você dará boas risadas e isso já vale.)


4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Existem 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua própria vida, e ainda tem gente que insiste em fazer hora-extra!).


5. Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas.).


6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!).


7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'. (Onde ninguém se entende... Com exceção das reuniões que acontecem nos botecos...)


8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'. (Ouvir música é hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!).


9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (Que bom! Mas eu acrescentaria: os amigos de verdade jamais deixam de te falar a verdade também, sob quaisquer circunstências.)


10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É bem mitológico, mas não deixa de ser verdade!)


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AGRADECIMENTO: Claudia "Claudix" Reitberger - "Danke schön!"

Saturday, October 22, 2011

Sem chance



“O ser humano alcançou seu tão sonhado objetivo
De ser o dono do planeta, e seu maior inimigo.”
Coquetel Molotov – “Uma certa manhã em 1999”



A tarde transcorria normal, até mesmo um pouco calma demais pros padrões de trabalho intenso de bordo. Sempre é bom aproveitar ao máximo esses momentos de relativa tranquilidade, pois realmente nunca se sabe com certeza absoluta o que pode acontecer em seguida; por mais que haja diversos equipamentos pra monitoramento da natureza, é ela quem manda no planeta. Se há um ditado popular que tem precisão cirúrgica, é aquele que diz que “depois da tempestade, vem a calmaria”.

Na verdade, o certo seria completar: “e vice-versa”.

As tarefas diárias estavam quase todas completadas, e a expectativa girava em torno do horário escolhido pelo Capitão para realizar o treinamento semanal de combate a incêndio e abandono, uma exigência da empresa contratante que é sempre cumprida aos sábados. Nesse procedimento, todo o pessoal designado pra trabalho na área externa deixa os seus postos de trabalho (ou suas cabines, caso estejam no horário de repouso) e se dirige pros seus respectivos pontos de encontro, que ficam ao lado das baleeiras de desembarque de emergência. Os que trabalham na ponte de comando permanecem por lá, pois toda ajuda é necessária pra coordenar as informações enviadas de 6 baleeiras diferentes – geralmente, ao mesmo tempo.

De repente, um chamado do 2º oficial de náutica:

- O Capitão está te chamando na área externa com máxima urgência.

Hm, boa coisa não deve ser. E não era mesmo: de binóculos nas mãos, o Capitão e um outro oficial olhavam para um ponto branco se deslocando no mar, bem próximo ao navio. Pergunto o que tinha acontecido, e o Capitão responde:

- Tem uma tartaruga-bebê presa naqulele saco plástico, por favor veja se tem algum barco pesqueiro nas proximidades e o chame pelo rádio.

Quando ele me passou o binóculo, vi a cena em detalhes. A sacola parecia ser dessas de supermercados; de alguma maneira, as duas alças se enroscaram na tartaruga de forma longitudinal, enganchada na parte de baixo de seu casco e passando por baixo de seu pescoço. Não sou biólogo nem nada, mas deu pra perceber que o animal estava se deslocando com dificuldade por caus do lixo atado a si.

E lá fui eu tentar a sorte. Geralmente os barcos pesqueiros não são muito benvindos nas áreas próximas a navios e plataformas de perfuração, pelo simples fato de que suas linhas e redes podem se enrolar nos propulsores da unidade. Se isso acontece, é prejuízo na certa: só no ano passado, três unidades tiveram de ser rebocadas pra estaleiros por conta de linhas e redes que pararam suas máquinas. Quando se sabe dos valores milionários envolvendo os contratos entre as empresas de petróleo e unidades como essa, sabe-se que os dias parados representam um prejuízo de alguns milhões. Seja na moeda que for, é muito dinheiro – pra mim, pra você e pras empresas também.

Por conta disso, quando um barco pesqueiro é chamado pelo rádio por um navio como esses, ele já sabe que tem alguma coisa de errado e parte pra uma manobra evasiva. Eles sabem que estão errados e, principalmente, que o Capitão terá de relatar a presença deles no seu relatório diário de operações. Só que dessa vez era diferente, como deixei claro no primeiro contato pelo rádio:

- Precisamos de sua assistência na área de proa a bombordo, pois tem uma tartaruga presa num saco plástico. Favor resgatar o animal.

Repito uma, duas, três vezes – e nada. Sei que eles estão me ouvindo de forma alta e clara, pois dá pra ver a antena do rádio VHF na parte de cima do barco. No entanto, não consigo nenhum resultado prático; vejo que um dos homens está no leme e outros dois estão recolhendo uma rede; como o mar está meio agitado pra uma embarcação pequena como aquela, sei que dificilmente eles deixarão o que estão fazendo pra socorrer o pobre animal.

Mas não sou de desistir com facilidade e insisto no rádio, sem obter resposta. Do lado de dentro, estamos apenas eu e um dos oficiais de náutica; do lado de fora, outros 2 oficiais e o superintendente de operações se juntam ao capitão pra observarem a trajetória da tartaruga, que deriva pra cada vez mais longe tanto do navio quanto do barco pesqueiro. Eles tentam sinalizar pro barco, que agora não só finge não estar ouvindo como também fazem de conta que não está enxergando os sinais.

Eles se aproximam tanto que tenho uma ideia: pegar o megafone pra gritar-lhes instruções. A campainha do aparelho é alta e estridente, mas não temos certeza de que será ouvida lá embaixo no mar mexido. Não custa tentar, e a reação dos homens na proa do barco me dá a certeza de que eles ouviram o chamado, já que os três levantaram as cabeças pra olharem pra nós.

Volto ao rádio, insisto com as chamadas – e nada.

Um dos oficiais volta da área externa com a cabeça baixa:

- Perdi a tartaruga de vista, agora já não adianta mais nada chamarmos o barco.

As expressões de frustração são evidentes. Um silêncio espontâneo e simultâneo toma conta dos cinco homens no ambiente, como se todos nós pensássemos a mesma coisa: tanta tecnologia e tantos recursos não foram suficientes pra salvarmos um habitante nativo dos mares. E o pior, um ser de nossa espécie foi incapaz de jogar o lixo no lugar certo e, agora, é o responsável pelo destino nada animador de um ser dos mares.

Bem, cada um tem de voltar às suas respectivas tarefas e a vida vai continuar pra todos nós, mas será que podemos dizer o mesmo da tartaruga? Tudo indica que não. Torço pra que acabe bem pra ela, embora saiba que isso é uma possibilidade tão improvável quanto uma pessoa achar uma agulha num palheiro.

Pobre animal; naquele que pode ter sido o seu primeiro e último contato com os seres humanos, selou o seu destino final – sem chance.



Thursday, October 13, 2011

Seus problemas acabaram (1)





A mente humana é capaz de inventar coisas prodigiosas, seja motivada por uma necessiadade absoluta ou simplesmente pela falta do que fazer. Observe bem as imagens abaixo e decida-se por uma das seguintes alternativas: "como é que não pensaram nisso antes?" ou então "como é que perdem tempo bolando um negócio desses?!". Você decide...




QUEBRADOR DE OVOS - Sujar as mãos e quebrar os ovos de qualquer jeito é coisa do passado. Com esse invento, você se livra de DOIS problemas de uma só vez! Obrigatório em qualquer cozinha moderna que se preze!






CHINELO COM FAROL - Ir ao banheiro na madrugada, assaltar a geladeira e entrar sem ser notado no quarto dos outros jamais será um problema outra vez!







VENTILADOR DE MACARRÃO - Soprar o macarrão no garfo ou nos hashis é uma coisa meio tosca e nojenta, não é mesmo? Agora não será mais: os orientais (sempre eles!) nos trouxeram essa sensacional alternativa aos amantes das massas quentes de todo o mundo!







ROUPA-TATUAGEM - Você nunca mais irá se tatuar e se arrepender para sempre: com essa roupa, você pode se ver livre dessa situação incômoda em apenas poucos dias - o tempo necessário pra perder o bronzeado e esquecer aquela tattoo pra sempre!








DESPERTADOR QUEBRA-CABEÇAS - Nós DUVIDAMOS que qualquer um permaneça acordado com esse espetacular invento! A campainha só para de tocar após montar o quebra-cabeças no topo do despertador. (Produto à prova de choques e impactos)








BANCO PORTÁTIL - Seu conforto nos ambientes públicos está garantido para sempre! Ideal para levar para a rua e aos parques, também pode ser utilizado em casamentos, nas filas e qualquer outro lugar onde possa haver o risco de ficar horas em pé. Indispensável!



Saturday, August 27, 2011

"Internetite"












Nos tempos atuais, uma nova síndrome se desenvolveu a partir do uso abusivo de computadores e causada por horas excessivas conectato à rede. Chama-se "internetite", ou "mal da internet", que pode afetar os seres humanos de diversas maneiras. As imagens abaixo servem pra ilustrar alguns de seus sintomas.




1) Incapacidade de manter-se afastado do computador.




1.1) Primeiros sintomas: a pessoa afetada não consegue manter-se afastada do computador e/ou da internet por muito tempo.










1.2) A falta de tratamento adequado leva a pessoa afetada a simplesmente não conseguir ficar longe de seu computador em momento nenhum.









1.3) Em casos mais graves, o mundo da pessoa afetada passa a ser somente o computador, e nada além.







2) Prejuízo nas relações sociais.



2.1) A pessoa afetada isola-se do mundo, recusando-se a manter contato com outras pessoas. Seu universo gravita em torno de bits e bites, e sua máquina é "humanizada" a ponto do usuário ter delírios de manter um diálogo com ela.



2.1.1) Recomenda-se a procura de auxílio psiquiátrico urgente.







3) Alterações no sono.



3.1) Primeiros sintomas: a pessoa afetada não percebe a passagem do tempo.



3.2) Caso não haja nenhum tratamento adequado, não conseguirá mais distinguir seus próprios sintomas de fadiga e exaustão.







3.3) Há relatos científicos de casos onde a pessoa afetada não consegue se distanciar de seu computador nem mesmo quando dorme.







4) Descuido com a higiene.



4.1) A "internetite" prova tamanha ansiedade na pessoa afetada que até mesmo os cuidados mínimos com a higiene precisam ter alguma ligação com as atividades virtuais.







4.2) Um sintoma mais grave é a total desconsideração por regras mínimas de higiene e arrumação.







5) Contágio.



5.1) A "internetite" é uma síndrome altamente contagiosa, especialmente para as crianças.







5.2) Estudos recentes provaram que o vetor da síndrome também são capazes de contagiar até mesmo animais domésticos.







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Como já foi explicado acima, a "internetite" é uma síndrome que provoca uma grave deficiência das noções de tempo e espaço, afetando as relações humanas e a saúde da pessoa afetada de modo geral. No caso de você se identificar com algum dos sintomas relatados anteriormente, é fundamental que se procure ajuda profissional urgente sob o risco das condições degradarem-se tanto a ponto de provocar riscos de vida...



... e não se deixe enganar: nem a morte livra a pessoa da "internetite".









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Agradecimentos: Claudia Reitberger